sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Antes Puta do que Gay (?!)

Queridos Anotadores,
Gostaria de compartilhar com vocês uma cena da qual fui espectadora nestes últimos dias:

Como de costume ,não muito agradável, mas necessário, entro no metrô lotado, às 8h da manhã, sentido Zona Sul.
Mochilas, bolsas e tudo mais que você possa imaginar ou não disputam um pouco de espaço entre pisões, empurrões e roça-roça não muito confortáveis que, ao longo da viagem, geram olhares constrangedores.
Chegando em determinada estação, a maioria dos passageiros saem desesperadamente, como se fossem um gás dentro de uma garrafa de refrigerante, intensamente agitada, sendo liberado. 
A saída em massa dá espaço ao ar, quase nulo durante todo o percurso, e faz com que nosso cérebro, até então com o oxigênio escasso, possa trabalhar melhor e ativamente. Eis que me atenho a uma conversa de dois senhores com, aproximadamente, 40 anos.
Tudo começa de uma forma que nossa sociedade machista vê como "normal": o primeiro tema é futebol. Segundo, cerveja e bebidas alcoólicas no geral, terceiro, e não menos importante, mulheres.
Como um produto, o "ser" mulher é descrito e ressaltado com nomes de bastante respeito, que prefiro não citá-los, tamanho o nível da conversa.
Paro. Reparo no cenário envolta e percebo que a dupla em questão não notou que está rodeada das "bundas" e "peitos" de quem eles tanto falam de forma pejorativa. É quando um deles solta a incrível pérola: -Aceito que minha filha se torne puta, mas nunca que ela seja lésbica.
Paro novamente, volto a conversa e reflito. Reparo que o cidadão, parece não ter muita instrução, devido o tablóide que carrega na mão, linguajar e maneira de agir.

Essa situação me fez refletir: -Em um País que se diz livre de preconceitos, por que ainda existem pessoas que insistem em pensar de forma tão retrógrada?

Gostaria de saber a opinião dos meus queridos leitores sobre este questionamento. Pois, me nego a acreditar que as pessoas preferem ver seus entes queridos em uma cena deplorável do que confraternizando de um sentimento recíproco com alguém do mesmo sexo.

Beijos e Follow @MandynhaBarbosa ;*

6 comentários:

Andresa Vaz disse...

Pra mim.. nem gay nem puta!
Homem com mulher.. e sem orgia!
hehehehehe

Fernando Malta disse...

Amanda e demais leitores,

Hoje vivemos dias onde o tal " Preconceito" parece não acontecer, pelo menos diretamente. Feliz ou infelizmente compartilho a saga de todos os dias esta no metrô, um serviço público onde todos deveriam entender que é um espaço de convivência e deveria valer para o crescimento pessoal e troca de experiências profissionais de cada um dos passageiros deste serviço.
Este deve ser um movimento nosso, pois a cultura do ambiente é feito por pessoas. Fico encantado com a diversidade de coisas que acontecem no metrô que poderiam ser compartilhadas de forma mais comum uns com os outros, afinal de contas não temos como não ouvir.
De fato o que presenciou existe e esta internalizado nas pessoas que insistem em reproduzir pensamento retrógrado e multiplicar estas idéias que não combinam com nossa sociedade. Acredito que muitas das vezes estas pessoas nem querem falar este tipo, vamos dizer de "bobagem", pois é apenas reprodução de uma opinião vazia e sem fundamento. Imagino estas mesmas pessoas apresentado sua filha desta forma: Esta é minha filha fulana de tal, graduada em putaria é uma puta exemplar e somos muito felizes, pois ela é uma puta de luxo e muito feliz na sua profissão e reconhecida pelo mercado. Se tivesse certeza de que falaria isso como se reporta a tal comentário feito dentro do metrô. Acharia de fato que esta pessoa não tem nenhum preconceito. Comparem comigo o despautério entre Ser puta Profissão e ser Gay é uma disposição que vem geneticamente, há quem diga que existe uma carga espiturial para isso. (Reflitam nestas linhas e comentem seus outros pontos de reflexão).
Ouvir coisas como estas devem nos indignar mais também acho que devemos através de trabalhos como seu blog roda de amigos, barzinho, restaurante... debater a fim de chamar uma grande maioria para reflexão.
Vamos ficar mais atentos as coisas que falamos, outros podem estar nos ouvindo e dependendo de quem vamos levantar uma onda de coisas boas ou ruim. Acho que podemos falar de tudo, mas sempre criando uma reflexão. Em função dos nossos conteúdo e processo histórico todos nós temos a doença do preconceito, mas querer jogar e fortalecer esta doença no mundo é muita falta de cuidado próprio.
Fica ai minha reflexão sobre o tema.
Bjs e abraços

Pedro disse...

Pra mim tanto faz. Contanto que seja feliz.

Christiane L disse...

Pior sou eu que sou fácil, mas não ganho um tostão com isso e ainda tenho que aturar esses homens brutamontes...

Mas eu concordo com o Fernando. Acho que as pessoas gostam mesmo é de falar, meio que sem pensar no que estão dizendo. Não acho que o Brasil seja livre de preconceitos (aliás, ninguém afirma que o seja, muito pelo contrário). Mas acho que temos a liberdade de sermos o que quisermos.

Conheço lugares em que a maioria não ousaria nem escrever um post sobre o assunto, como vc fez, para não ser taxado disso ou daquilo. A pressão da sociedade é tamanha que excluir as pessoas do convívio. E o fazem por muito menos até.

Eu tenho certeza que o cara que falou uma besteira dessa nunca pensou realmente na situação e nunca esteve nela, pois a dificuldade é que realmente nos faz pensar e formar uma opinião válida sobre determinados assuntos.

Para a Andresa: se vc soubesse o quão gostoso é participar de uma orgia, não estaria falando isso. hehehe

maçaranduba disse...

tanto faz, pq é sempre assim, preconceitos, so tornam-se válidos quando ferem alguem muito próximo ou a si mesmo, o pior sao pessoas que tendem a disfarçar criando situações embaraçosas quando a mesma sao irrelevante quando expressadas com verdade, acho pior quando as pessoas querem amenizar alguma situação com alguma expressão que tentam demonstrar "respeito"; vemos isso quando se referem que o filho do vizinho q é bicha, viado, baitola, mas o proprio filho é gay ou homossexual... ou ate mesmo quando um Negro é chamado de moreninho...
Tudo bem, as pessoas tem o direito de se expressar, manifestar indignaçao, querer se expressar da maneira que lhe vier a cabeça, criar regras de conduta do que pode e nao pode dizer que acho que não se deve saber. Se o cara tem a ilusão que pode escolher se vai ter alguem na familia que sofra uma discriminação seja puta, seja viado, seja deficiente fisico, seja negro, seja branco, seja amarelo, seja vermelho, seja humano e tenha caráter...

Anônimo disse...

Acredito fielmente que isso é uma puta falta de sacanagem! sem brincadeira; pois na maioria das vezes nem é falta de conhecimento, mas sim preconceito. Não sou Gay, não participo de orgias com pessoas alheias, mas não sou santo, nunca sai com homens por simples gosto. Não gosto e pronto, mas não implica em impor isso a terceiros. Tudo é medido por padrões... de beleza, de conhecimento, de tudo. A sociedade deveria estudar mais, ser mais conciente... e depois sim, se preucupar com o q deve... saúde, educação e moradia! Falsa moralidade já basta na política.